Afetividade e hiperatividade
HIPERATIVIDADE
Crianças hiperativas precisam ainda mais de afeto que outras. Mas nem por isso pode-se deixar de mostrar-lhes limites, regras, combinados. Pois todos os itens fazem parte do afeto que devemos dar às crianças.
As crianças sabem que os pais as amam, por um simples motivo: elas veêm que os pais se importam com elas, percebem o quanto se preocupam quando estabelecem a hora de dormir, as regras de rotina da família.
Crianças hiperativas precisam desses estabelecidos (combinados), é necessário que eles sejam bem claros e é interessante que a criança participe do momento de elaboração.
Hiperatividade é uma dificuldade de concentrar-se em algo, é uma extrema necessidade de mover-se, manter-se agitado, é uma necessidade que foge do controle do próprio corpo. Não trata-se apenas de, simplesmente, não seguir os combinados, mas de não conseguir. A agitação é mais forte que a criança.
Normalmente, a hiperatividade é notada ou mais percebida quando no início do ensino fundamental (1º ano ou 2º ano), quando a aprendizagem escolar é sistematizada e as regras e limites são mais cobrados. Quando o ajustamento às atividades escolares torna-se comprometido, suspeita-se da hiperatividade. Contudo, somente a investigação clínica, com neuropediatra pode dar o diagnóstico e determinar o tratamento.
É preciso que esse diagnóstico seja feito o mais rápido possível**. É importante que os pais procurem um médico, tão logo seja sugerido pelo professor ou percebam um agitação intensa.
O tratamento deve ser iniciado rapidamente para que a criança não receba o estigma de "bagunceiro", "sem educação" ou qualquer outro dessa linha.
O tratamento*** pode ser acompanhado ou não de medicação, quem estabelece esse fato é o médico que deverá acompanhar de perto a criança e a família.
Outro aspecto fundamental é o acompanhamento da criança, de sua família e de seus professores, pois é preciso auxílio para que a criança possa reestruturar seu ambiente, reduzindo sua ansiedade. Uma exigência quase universal consiste em ajudar os pais a reconhecerem que a permissividade não é útil para a criança, mas que utilizando um modelo claro e previsível de recompensas e punições, baseado em terapias comportamentais, o desenvolvimento da criança pode ser melhor acompanhado.
Uma criança com esse diagnóstico, precisa muito de afeto, e não de permissividade. Não é porque foi diagnosticada como hiperativa que a criança deve ser considerada doente. Atenção!
Não é tarefa fácil, nem para os pais, nem para os professores, dar afeto com limites a crianças hipertativas, mas temos que nos esforçar mais que o máximo. Pois elas merecem e precisam sentir-se seguras perto nós.
Veja alguns sites consultados:
Opiniões divergentes... Informação para decisão...
Hiperatividade - http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?420
Efeitos colaterais da Ritalina - http://www.tdah.org.br/faq01.php#12
Anti-Ritalina - http://www.taps.org.br/Paginas/hiperartigo02.html
ABDA - http://www.tdah.org.br/index.php
**Antes de tomar qualquer decisão, ou ter sua opinião formada, procure um médico (psiquiatra, psicólogo, neuro) para maiores e melhores esclarecimentos.
Mantenha-se informado!
***Esse texto não tem a intenção de levantar bandeiras, nem de defender posições em relação aos tratamentos possíveis.

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