Tia Wanessa

Neste espaço vamos trocar idéias, opiniões, comentários a respeito da educação de nossos filhos. A cada semana estarei lançando um tema-texto, e nós vamos conversar sobre, afinal de contas, o diálogo é o melhor meio de comunicação já inventado, pena que é pouco utilizado. Podemos postar textos, lins de reportagens e textos que achemos interessante. Espero que esta seja uma experiência enriquecedora para todos nós! MIL Beijocas...

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Dever de casa mal assombrado...


Dever de casa...

Defendo a idéia de que as crianças devem ter dever de casa, todos os dias, inclusive. Mas nem por isso esse dever deve ser cansativo ou repetitivo.

O dever de casa ajuda a criar na criança o senso de responsabilidade, de compromisso, de percepção de dificuldades. Além, de ser um ótimo meio de os pais também participarem efetivamente da educação sistemática que os filhos recebem na escola todos os dias.

Acredito que o dever de casa deve ser significativo e apropriado para a faixa etária, conforme os assuntos estudados em um ou mais componentes curriculares. Deveres chatos e repetitivos servem apenas para cansar uma mente que muito foi usada na escola, no inglês, no judô, no futebol, na aula de balé e outros.

Esse é um assunto delicado e complicado a ser tratado.
Todos os anos a cena se repete sempre que digo para que as crianças anotem os deveres que devem ser feitos em casa. "Ah, tia! Dever de casa não, a gente já estudou na aula!"... Sempre que ouço essa observação, questiono se devo ou não enviar tarefas, se envio, pois é necessária a prática fora da sala, sem a falação da professora, para verificar se o aluno realmente aprendeu ou, ainda, se deixo todos os deveres para serem feitos em sala. Diante a última opção me vejo obrigada a enviar tarefa, pois sei que o tempo em sala para realização de todas as tarefas de livros e caderno é inexistente. Até por isso o dever de casa é importante.

Bom, sempre há os mocinhos e os bandidos, mas bem no meio dos dois está aquele qu hora faz papel de mocinho, hora de bandido e acredito que o dever de cas esteja nesse meio termo. Oscilando de lá pra cá, dependendo do objetivo do professor ao pedir que os alunos façam uma tarefa em casa.

Cabe a cada profissional estipular os objetivos dessas tarefas, visando o bem estar do educando, para que este seja mais mecanismo de ajuda à aprendizagem e não um momento de guerras.
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Texto recebido por e-mail...

Esse texto é muito interessante e trata da importância de cuidarmos, inclusive, do que nossos filhos assitem. Devemos ver tudo com olhos críticos, pensando e analisando se queremos que os valores, idéias e ideais passados são os que queremos que nossos filhos aprendam. Leiam, vocês vão gostar!

Aprenda a dizer não a seus filhos!!!

Uma psicóloga que assistiu o filme Cazuza escreveu o seguinte texto:

'Fui ver o filme Cazuza há alguns dias e me deparei com uma coisa estarrecedora. As pessoas estão cultivando ídolos errados.

Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza? Concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciar um marginal como ele, é, no mínimo, inadmissível.


Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu) com conceitos de certo e errado. No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta.
São esses pais que devemos ter como exemplo?

Cazuza só começou a gravar pois o pai era diretor de uma grande gravadora. Existem vários talentos que não são revelados por falta de oportunidade ou por não terem algum conhecido importante.

Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso. Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não.

Fiquei horrorizada com o culto que fizeram a esse rapaz, principalmente por minha filha adolescente ter visto o filme. Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais, beber até cair e outras coisas fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou.

Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para essa juventude já tão transviada? Será que ser correto não dá Ibope, não rende bilheteria?

Como ensina o comercial da Fiat, precisamos rever nossos conceitos, só assim teremos um mundo melhor.
Devo lembrar aos pais que a morte de Cazuza foi consequência da educação errônea a que foi submetido.
Será que Cazuza teria morrido do mesmo jeito se tivesse tido pais que dissesem NÃO quando necessário?

Lembrem-se, dizer NÃO é a prova mais difícil de amor.

Não deixem seus filhos à revelia para que não precisem se arrepender mais tarde. A principal função dos pais é educar. Não se preocupem em ser amigo de seus filhos. Eduque-os e mais tarde eles verão que você foi a pessoa que mais os amou e foi, é, e sempre será, o seu melhor amigo, pois amigo não diz SIM sempre.'

Karla Christine
Psicóloga Clínica

Recebi este texto em um e-mail e achei super pertinente colocá-lo aqui. Não sei se a assinatura do texto está correta, por isso peço que se você é o autor ou conhece o autor desse texto, favor me avise.

Mil beijocas...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Olá... O ano começou de verdade!

Após uma semana de formação continuada na escola, logo veio o Carnaval. Mas agora o ano começou mesmo... Trabalho, estudo, família... Tudo de bom!

Nesta semana conheci meus alunos e já estou babando por todos. Estou em um novo turno, novas companhias, nova série (de volta às origens). Esse será "O" ano.

Mas gostaria de falar um pouco sobre um tema muito interessante, que ouvimos na Semana Pedagógica da escola: "TDAH".

Para muitos essa é uma sigla horrorosa que causa desespero em pais e professores, pois crianças com essa característica tendem a dar muito trabalho para ambos, devido a sua dificuldade em concentrar-se por muito tempo em algo ou por respeitar regras e limites. Porém, são crianças com capacidade cognitiva tão boa quanto outra, e ,às vezes, até melhor.

TDAH significa Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, seus sinais são inquietude, impaciência e falta de concentração apresentados de forma constante e intensa. Em alguns casos o uso de técnicas de estudo diferenciadas, mais dinâmicas ou chamativas funcionam muito bem, contudo, há outros em que se faz necessário o uso de medicação receitado por um neuropediatra que após exames e testes irá receitar ou não o remédio apropriado para cada caso.

É preciso estar atento aos sintomas, mas não se pode generalizar. Há crianças inquietas que apenas estão utilizando este mecanismo de defesa para chamar a atenção ou dar sinal de que algo está incomodando. Ou estão com falta de concentração porque aquele assunto não é interessante para ela. Os sintomas da TDAH são intensos e constantes, não dependem de quem é o professor, de qual é a escola, eles sempre serão demonstrados.

O TDAH, hoje, já é mais compreendido e avanços na medicina têm facilitado o forma de lidar com essa situação. É preciso, sim, tratar o TDAH, pois se mal cuidada ou deixada de lado pode levar a criança, e até mesmo adultos, a apresentar dificuldades emocionais, de relacionamento, bem como a baixo desempenho escolar.

Se está com dúvidas sobre o comportamento de seu filho ou filha, sobrinho ou sobrinha, procure a escola, converse com a orientadora escolar pois ela está preparada para orientar a familia a buscar a ajuda especilizada, a definir que tipos de trabalhos podem e serão feitos com a criança na escola, ela poderá, ainda, orientar melhor a professora de seu filho e os pais para poderem lidar melhor com toda a situação.

Não sinta-se sozinho diante uma dificuldade, conte com o apoio de familiares, amigos e, é claro, da escola de seu filho.

Um grande abraço!
Espero não demorar tanto na próxima...

Mil beijocas